quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

No renascimento o interesse pela educação tem um aumento considerável. Educar torna–se questão de moda e uma exigência.
Em 1549 começou a funcionar em Salvador – BA, a primeira escola “de ler e escrever” dos jesuítas, regidas por vários missionários liderados por Manoel de Nóbrega. Por 210 anos eles catequizaram os índios, os filhos dos colonos, os novos sacerdotes e da elite intelectual.
Esse período de dominação jesuíta teve grandes representantes como Manuel de Nóbrega, Aspilcueta navarro e Jose de Anchieta.
A cultura dos colonizadores (européia) é transmitida, de forma imposta aos índios, mais ainda as crianças, pois são mais facilmente dominadas. De um lado os jesuítas na missão de converte – los ao cristianismo e de outro os colonos querendo o trabalho escravo dos índios. Dessa forma toda a cultura da tribo se perde, os hábitos, a própria língua, as crenças, dentro de tantas outras.
As primeiras escalas reúnem os filhos dos índios e dos colonos, mas ai existe uma hierarquização do saber, a educação não é a mesma para todos. Os filhos dos índios são educados para serem dóceis no trabalho enquanto os filhos dos colonos iam além da escola elementar para terem cargos superiores. São passados na escola os cursos: letras humanas, filosofia e ciência, teologia e ciências sagradas. Em cursos mais avançados (de grau médio) ensinam latim e gramática para meninos brancos e mamelucos. Em grau superior em alguns colégios estudava – se artes e teologia. Terminado o curso de artes o jovem ou estudava teologia para carreira religiosa ou preparava-se para carreiras profanas, como direito, filosofia e medicina, nesse caso era preciso encaminhar – se para faculdades européias.
O governo de Portugal, não intervém nos planos dos jesuítas, pois sabe como a educação é instrumento de dominação.
KatiaVieira, Marineide Gonçalves e Talita Gangá

3 comentários:

BEL FERREIRA disse...

Mas, foi só os jesuítas irem contra as ordens dos portugueses para serem expulsos, entao até quando a coroa portuguesa apoiou a missao dos jesuitas?

Anônimo disse...

Penso q a educação ñ virou moda como colocaram as colegas mas, sobrevivência, afinal de contas a educação começava a caminhar por diferentes vertentes. Quanto aos jesuítas, quem vcs acham que patrocinou a vinda deles para o Brasil? A igreja? Os interesses eram mútuos, e quando deixou de ser, Portugal enviou outro representante, o Marquês de Pombal, a fim de expulsá-los. Lembrem-se, neste capitalismo selvagem só permanece o q gera lucro!

coodenadores disse...

Parabéns pela produção!

Identifico como foco do texto a forte demarcação dos fins da educação e sua estratificação. Mesmo no interior de um processo rigidamente pre-definido (a educação jesuitica) ainda coube novos arranjos para a educação do colono e dos índios. Dualidade presente ainda hoje na educação escolar.