Os primeiros Jesuítas chegaram ao Brasil, juntamente com o primeiro governador-geral, Tomé de Souza em 1549, comandados pelo padre Manuel da Nóbrega.Os Jesuítas se dedicaram a pregação do catolicismo e ao trabalho educativo dos índios, sem ler e escrever não seria possível converte-los. Alguns dias após a sua chegada, os missionários cria na cidade de Salvador uma escola de “ler e escrever”, Começa então a criação de escolas elementares, secundárias, seminários e missões espalhados pelo Brasil ate 1759. Os Jesuítas permaneceram como mentores da educação durante 210 anos, neste período eles se dedicaram na catequização dos índios e na educação dos filhos dos colonos, na formação de novos sacerdotes e da elite intelectual. Para a elaboração dos textos que seriam usados na catequese, foi preciso que os padres aprendessem a língua local tupi-guarani. Com o descobrimento do Brasil os índios ficaram a mercê de três interesses: as cidades desejavam integra-los ao processo colonizador, os jesuítas queriam converte-los ao cristianismo e aos valores europeus e por ultimo os colonos desejam escraviza-los. Os jesuítas querendo afastar os índios dos interesses dos colonizadores, criam missões no sertão, catequizando e orientando no trabalho agrícola para que assim os jesuítas obtivessem uma fonte de renda. As escolas reuniam os filhos dos índios e dos colonos, mas não com os mesmos interesses. Os filhos dos colonos tinham uma educação mais ampla, visando não apenas a leitura e a escrita. Diferentemente da educação dos índios, que se foca na cristianização e na pacificação, tornando-os dóceis para o trabalho.Por mais “boa vontade” que os missionários tiveram, eles impuseram outra língua, outra cultura, outro Deus, outra moral e até outra estética. Os jesuítas foram expulsos do Brasil pelo marques de Pombal, Sebastião Jose de Carvalho.Com tudo isso os jesuítas implantaram seus ideais católicos na concepção de mundo dos brasileiros que repercutiu na tradição religiosa e no ensino que subsistiu até a república.
Clara Eah Fabem e Patricia Borges

2 comentários:
Lembrando também que não foram apenas os jesuítas que deixaram o cristianismo como legado de religião para nós, como tambem os índios com as suas tradições e os africanos com deuseus e deusas, rituais, atualmente seguido principalmente na Bahia.
Boa produção!
O texto de vocês aborda bem a complexidade do processo educativo formal. Onde o jogo de interesses e suas finalidades são geralmente contraditórios. No texto fica claro que a educação derecionada aos nativos sofria interferência e respondia à pressão de pelo menos quatro grupos: os jesuitas, a coroa portuguesa, os colonos e os próprios indios que eram submetidos forçosamente a esse processo. Será que nossa educação, sofre semelhantes interferências?
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