Através das lentes etnocêntricas dos Europeus, é enviado ao Brasil, religiosos (padres jesuítas), para trabalhos missionários e pedagógicos; Num primeiro momento, com a finalidade de converter os índios do seu estado selvagem, facilitando assim o poder de dominação, assumindo um papel de alienação controlando a fé, a moral e a cultura dos índios. Como primeiro passo, os jesuítas precisaram aprender a língua local, o “tupi guarani”, organizando então uma gramática tupi, dominando com rapidez as crianças, que aprenderam a ler e escrever, usando também outros diversos recursos como: música, teatro, poesia, diálogos em versos, dança, etc. Os índios começaram a aprender a moral e a religião cristã, causando então um choque entre a cultura indígena X cultura européia. Havia o interesse de integrá-los ao processo de colonização, convertê-los ao cristianismo, escravizá-los. Mediante esta transformação, tribos inteiras foram segregadas de sua cultura, fragilizando-os cada vez mais através de grandes violências simbólicas, vestindo-os de outros valores, de culturas diferentes, expondo-os a outra língua, outro Deus, outra moral e até outra estética. Toda esta mutação foi dada através da força e do poder da educação.
Adriana Almeida, Rosangela Chaves e Ivonete.

2 comentários:
Os Jesuítas apesar de toda a agressão simbólica lutavam contra a escravização dos índios. . .
Boa produção!
Devemos sempre estar atento ao fato de que, as ações humanas oocorrem dentro de um contexto historicamente estabelecido. A chegada dos europeus aqui nas atuais terras brasileiras, já habitadas pelos índios representa uma invasão. Invasão conflituosa, onde por conta do poder do domínio da técnica (armamento), tinhamos um grupo com maior poder de dominação. Essa dominação que se inicia no campo físico, também se estende para o ideológico (a lingua, os costumes, as crenças, o conhecimento). Logo se torna difícil pensar em uma invasão naquele contexto, sem uma dominação dessa natureza.
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