quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Educação Jesuítica no Brasil

Desde o século XVI, quando o Brasil começou a ser colonizado por Portugal houveram várias modificações, entre elas a educação jesuítica, cujo caráter era extremamente católico. Os padres foram incumbidos de trazer a educação aos índios através dos ensinamentos religiosos.
Na realidade, por trás de toda aquela situação havia o forte interesse da coroa portuguesa em dominar seus colonos. Os padres na maioria das vezes por “ingenuidade” acabavam sendo os transmissores da ideologia portuguesa.
Entre os padres mais famosos, pode ser citado o padre Antônio Vieira, que ficou famoso devido aos seus sermões, considerados hoje peças literárias. Em sua trajetória jesuítica ele passou por grandes embaraços, pois muitas vezes os colonos portugueses tentavam interromper sua missão, já que ele era contra a escravidão dos índios.
Como pode ser observado, os índios durante toda a história foram “marionetes” nas mãos dos brancos, seja por colonos escravistas ou pela dominação, embora sutil, da igreja católica através da educação religiosa. Diante disso, é visível que a educação tem sido transmitida em forma de alienação, ou seja, aqueles “educados” na verdade não tinham idéia do que realmente estava por trás de todo aquele ensinamento.
Allyne Nonato e Cristiane Fávero

Educação Jesuítas no Brasil

Quando o primeiro governador-geral Tomé de Souza chega ao Brasil em 1549 vem acompanhado por diversos jesuítas liderados por Manoel da Nóbrega. Salvador é a primeira cidade a dar início ao processo de criação de escolas elementares, secundárias, seminários e missões que posteriormente se espalham por todo Brasil até o ano de 1759. Nesse período de 210 anos, eles promovem uma ação maciça na educação dos índios, filhos de colonos, formação de novos sacerdotes e da elite intelectual, além do controle da fé e da moral dos habitantes da nova terra. Embora os jesuítas recebessem formação rigorosa e orientação segura do Ratio Studiorum, enfrentam sérios desafios para se adaptar às exigências locais. Como grande empreendedor o Padre Manoel da Nóbrega era quem organizava as estrutura do ensino. Fernando de Azevedo, historiador brasileiro da educação se refere a essa “trindade explêndida – Nóbrega, o político, Navarro, o pioneiro, e Anchieta, o santo” – como símbolo da “atividade extraordinária dos jesuítas no século XVI, a fase mais bela e heróica da historia da companhia de Jesus”. Os padres aprendem a língua tupi-guarani e elaboram os textos usados para a catequese ficando a cargo de Anchieta de produzir uma gramática tupi. Não conseguindo agir diretamente sobre os adultos, os padres conquistam os filhos dos índios (curumins). Os meninos representam e dançam e, aos poucos, vão aprendendo a moral e a religião cristã. Havendo assim um choque entre os valores da cultura nativa e dos colonizadores.
Uma das fontes de renda da companhia de Jesus vem desses aldeamentos, onde se desenvolve intensa atividade agrícola, sem intervenção externa e administrada com rigor apenas pelos jesuítas. O confinamento de tribos inteiras nas missões, fragiliza ainda mais os índios, facilitando assim a captura de tribos inteiras para serem vendidos como escravos. Depois da expulsão dos jesuítas no XVIII, desmorona-se a estrutura artificial e paternalista criada pelos padres, e os índios aculturados não conseguem subsistir moral e economicamente. Poderíamos dizer que os jesuítas imprimiram de forma marcante o ideário católico na concepção de mundo dos brasileiros e conseqüentemente na tradição religiosa do ensino que perdurou até a República.
Lucinéia Meireles e Aline dos Anjos Paz

Educação Jesuítica

Após a reforma os jesuítas chegaram ao Brasil acompanhado do primeiro governador- geral, Tomé se Souza, os missionários vieram para salvador para a inauguração da nova escola ler e escrever.Na criação das escolas os jesuítas tiveram um longo processo de preparação, para poder mergulhar na cultura indígena de língua e costumes desconhecidos.
Nesse período de anos de educação, os jesuítas davam todo suporte de educação religiosa como: catequese dos índios, educação dos filhos dos colonos e formação de novos sacerdotes. Todos esses ensinamentos que serviam para a vida secular, eram todos focados na vida espiritual, na realidade os jesuítas queriam passar a sua religiosidade.
Eles ridicularizavam a cultura indígena, para eles a única coisa que acreditavam era que os índios poderiam passar a sua língua, onde os jesuítas poderiam falar na própria língua para imbutir suas idéias, as cantigas lascivas entoadas pelos índios foram substituídas por canções devotas. Os jesuítas queriam impor valores religiosos e europeus. Para os colonos a única serventia indígena era a mão- de -obra escrava. Observamos então, que para os jesuítas os valores culturais indígenas deveriam ser reprimidos, a única formação valorizada era a teologia.
Ana Paula Batista e Cleides Teixeira

Os Jesuítas no Brasil

Os primeiros Jesuítas chegaram ao Brasil, juntamente com o primeiro governador-geral, Tomé de Souza em 1549, comandados pelo padre Manuel da Nóbrega.Os Jesuítas se dedicaram a pregação do catolicismo e ao trabalho educativo dos índios, sem ler e escrever não seria possível converte-los. Alguns dias após a sua chegada, os missionários cria na cidade de Salvador uma escola de “ler e escrever”, Começa então a criação de escolas elementares, secundárias, seminários e missões espalhados pelo Brasil ate 1759. Os Jesuítas permaneceram como mentores da educação durante 210 anos, neste período eles se dedicaram na catequização dos índios e na educação dos filhos dos colonos, na formação de novos sacerdotes e da elite intelectual. Para a elaboração dos textos que seriam usados na catequese, foi preciso que os padres aprendessem a língua local tupi-guarani. Com o descobrimento do Brasil os índios ficaram a mercê de três interesses: as cidades desejavam integra-los ao processo colonizador, os jesuítas queriam converte-los ao cristianismo e aos valores europeus e por ultimo os colonos desejam escraviza-los. Os jesuítas querendo afastar os índios dos interesses dos colonizadores, criam missões no sertão, catequizando e orientando no trabalho agrícola para que assim os jesuítas obtivessem uma fonte de renda. As escolas reuniam os filhos dos índios e dos colonos, mas não com os mesmos interesses. Os filhos dos colonos tinham uma educação mais ampla, visando não apenas a leitura e a escrita. Diferentemente da educação dos índios, que se foca na cristianização e na pacificação, tornando-os dóceis para o trabalho.Por mais “boa vontade” que os missionários tiveram, eles impuseram outra língua, outra cultura, outro Deus, outra moral e até outra estética. Os jesuítas foram expulsos do Brasil pelo marques de Pombal, Sebastião Jose de Carvalho.Com tudo isso os jesuítas implantaram seus ideais católicos na concepção de mundo dos brasileiros que repercutiu na tradição religiosa e no ensino que subsistiu até a república.
Clara Eah Fabem e Patricia Borges

EDUCAÇÃO JESUÍTICA

Após um movimento de Reforma, por parte de alguns jovens da membresia Católica, insastifeitos entre outras coisas, com o autoritarismo abusivo da mesma, de imediato a Igreja propôs uma Contra-Reforma, realizada no Concílio de Trento,destinada a impedir a propagação da dissidência religiosa. Além dos jesuítas de forma mais intensa, outras ordens se em-penham nesse trabalho, como as dos franciscanos, dominicanos, carmelitas e beneditinos.Em 1549, chega ao Brasil o governador-geral, Tomé de Souza, e com ele diversos jesuítas encabeçados por Manoel da Nó-brega. Apenas 15 dias depois, os missionários já fazem funcionar, na recém-fundada cidade de Salvador, uma escola " deler e escrever". É difícil a empreitada de instalar um sistema de educação em terra estranha e povo tribal, enfrentando sérios desafios para se adaptar às exigências locais, e diga-se de passagem, uma estrutura bem organizada, atento às condiçõesaqui encontradas. Durante 210 árduos anos, criando escolas elementares, secundárias, seminários e missões, catequisando índios, educando filhos de colonos, formando novos sacerdotes sem descuidar da elite intelectual, além de controlar a fé e a moral dos habitantes da nova terra. De um lado, os indígenas de língua e costumes desconhecidos e, do outro, os coloniza-dores portugueses, que para cá vieram sem suas mulheres e famílias, muito rudes e aventureiros, com hábitos criticados pelos religiosos. De posse de sua bem detalhada e elaborada cartilha "Ratio Studiorum" ( regras que os orientavam no ensinoe catequese ), conseguiam manter a ordem. Ao sairem da Bahia para o sul, criam o Colégio de São Vicente, no litoral, depoistransferido para Piratininga, no planalto. Aí, em 1554 fundam o Colégio de São Paulo, então surgindo a cidade de mesmo nome. Aspilcueta Navarro, também pioneiro na penetração nos sertões em missão evangelizadora, foi o primeiro jesuíta a aprender a língua dos índios, e no trabalho do apostolado destacamos com apenas 19 anos, o noviço José de Anchieta. E de-pois de toda essa dedicação e trabalho, em 1759, são expulsos pelo marquês de Pombal.Fernando de Azevedo, historiador brasileiro da educação, se refere a essa "trindade esplêndida - Nóbrega, o político, Navarro,o pioneiro, e Anchieta, o santo" - como símbolo da "atividade extraordinária dos jesuítas no século XVI, a fase mais bela e heróica da Companhia de Jesus". De certo, hérois ou vilões? Jovidjane Souza e Mila Costa.
Jovidjane Souza e Mila Costa.
No renascimento o interesse pela educação tem um aumento considerável. Educar torna–se questão de moda e uma exigência.
Em 1549 começou a funcionar em Salvador – BA, a primeira escola “de ler e escrever” dos jesuítas, regidas por vários missionários liderados por Manoel de Nóbrega. Por 210 anos eles catequizaram os índios, os filhos dos colonos, os novos sacerdotes e da elite intelectual.
Esse período de dominação jesuíta teve grandes representantes como Manuel de Nóbrega, Aspilcueta navarro e Jose de Anchieta.
A cultura dos colonizadores (européia) é transmitida, de forma imposta aos índios, mais ainda as crianças, pois são mais facilmente dominadas. De um lado os jesuítas na missão de converte – los ao cristianismo e de outro os colonos querendo o trabalho escravo dos índios. Dessa forma toda a cultura da tribo se perde, os hábitos, a própria língua, as crenças, dentro de tantas outras.
As primeiras escalas reúnem os filhos dos índios e dos colonos, mas ai existe uma hierarquização do saber, a educação não é a mesma para todos. Os filhos dos índios são educados para serem dóceis no trabalho enquanto os filhos dos colonos iam além da escola elementar para terem cargos superiores. São passados na escola os cursos: letras humanas, filosofia e ciência, teologia e ciências sagradas. Em cursos mais avançados (de grau médio) ensinam latim e gramática para meninos brancos e mamelucos. Em grau superior em alguns colégios estudava – se artes e teologia. Terminado o curso de artes o jovem ou estudava teologia para carreira religiosa ou preparava-se para carreiras profanas, como direito, filosofia e medicina, nesse caso era preciso encaminhar – se para faculdades européias.
O governo de Portugal, não intervém nos planos dos jesuítas, pois sabe como a educação é instrumento de dominação.
KatiaVieira, Marineide Gonçalves e Talita Gangá

Educação Jesuítica

Os padres jesuítas foram os primeiros professores do Brasil se a abordagem recair na chamada educação formal. Durante o período de 210 anos tiveram o compromisso e a missão de impor uma “Educação” européia nos índios que aqui viviam com seus hábitos e costumes. Os jesuítas exerceram no Brasil um destacado papel, tanto na educação, como na catequese dos índios e dos colonos. Muitos chegavam a pensar na impossibilidade de conseguir algum sucesso no processo “civilizatório” dos nativos, enquanto para outros inclusive para os missionários os índios eram considerados como “folha em branco” em que poderia ser moldados da maneira que eles quisessem, convictos de que o cristianismo representava uma fé universal, empenharam na incorporação territorial e espiritual dos que ali viviam na esperança de acentuar as semelhanças e apagar as diferenças. Os jesuítas teriam errado ao tentarem “impor” sua religião, suas verdades, seu modo de vestir, seus costumes aos índios acabando assim com sua “identidade cultural”. A partir daí começam então tentar conquistar os chefes da tribo e a desmascarar o pajé, mais logo de início percebe que seria mais fácil conquistar os filhos dos indígenas, os chamados curumins, devido eles ainda não terem sofrido influência do pajé. Os jesuítas em função de obter mais conhecimento e argumentos para conseguir seus objetivos em relação aos índios, aprenderam a língua tupi-guarani e mediante isso procuraram elaborar textos para a catequese, deixando Anchieta responsável pela organização da gramática tupi. De ínicio os curumins juntamente com os filhos dos colonos aprendiam a ler e escrever, e para atrair a atenção das crianças eram utilizados vários recursos como o teatro, dança, música, poesias, diálogos em verso, enfim maneira que utilizavam para impor a moral e a religião cristã.

Gleide Cristina e Genevaldo Damacena
Num período de 210 anos, os jesuítas encabeçados por Manoel da Nóbrega fundam as escolas “ler e escrever” começando em Salvador e depois por todo o Brasil.
Os Jesuítas aprenderam o Tupi, para se aproximar dos índios, tornando a comunicação viável, principalmente com as crianças para atrair os adultos.
José de Anchieta, para tornar o aprendizado mais hábil utilizava o teatro, a música e as poesias.
As autoridades portuguesas exigiram o uso exclusivo do português, temerosos de que a língua nativa predominasse. A imposição dos europeus sob os índios que eles não perceberam que estava acontecendo um choque de valores da cultura nativa e do colonizador.
Além dos índios, os jesuítas também educaram os filhos dos colonos, monopolizando o ensino no Brasil que seguia uma estrutura de três cursos: letras humanas, filosofia e ciência, teologia e ciências sagradas. Ao término do curso, o jovem poderia escolher em formar-se como padre ou encaminhar-se para as diversas faculdades européias.
Desta forma, ao “educar” o índio os jesuítas atravessam sua cultura, seu hábitos e costumes de maneira grotesca a ponto de deixá-los sempre a mercê dos seus próprios interesses, tudo para colonizá-lo e converte-los apenas por interesse na sua força física para o trabalho escravo.
Izabel e Gracielle

EDUCAÇÃO JESUÍTICA

Desde os primórdios educacionais (na mais primitiva das tribos), já existiam modelos de ensino com conceitos pré-formulados que deveriam a todo custo serem passados adiante com o intuito de, talvez, manterem certa identidade cultural. Na educação jesuítica não foi de todo diferente: a igreja católica usava padres como mediadores do processo que deveria catequizar índios tidos por eles como selvagens e pagãos com o objetivo de domínio e submissão. O diferencial está no fato de que nas MISSÕES a violência não acontecia com a barbárie tribal, ela acontecia de maneira gradual e contínua, onde os índios pouco à pouco iam absorvendo a cultura branca sem se darem conta que por detrás de toda aquela benevolência, haviam interesses políticos, econômicos e ideológicos. Inocentes naquele contexto, só mesmo os pobres índios que foram culturalmente violentados dentro de suas casas. E esse modelo jesuítico de educação ficou perpetuado com o nome de RATIO STUDIORUM. A pergunta que fica é: educar consiste única e exclusivamente em neutralizar as diferenças? No espaço urbano criado pelos padres dentro das sociedades indígenas, abandonavam-se as atitudes e os padrões culturais julgados impróprios, e substituía-os pelas normas comportamentais julgadas como ideais na organização política, econômica e cultural. No Brasil, o ensino jesuítico manteve a escola conservadora alheia á revolução intelectual representada pelo racionalismo cartesiano e pelo renascimento científico. A educação interessava apenas a poucos elementos da classe dirigente e, ainda assim, como ornamento e erudição. A igreja exerceria maior poder de dominação se seus fiéis permanecessem na escuridão de suas cavernas.
Edicleia Barros e Jackeline Santana

Os jesuítas e seus ensinamentos

Os europeus estavam em busca de metais preciosos e de novas terras, chegaram ao Brasil mais não encontram de imediato metais preciosos, por isso, começaram a explorar os recursos naturais como o pau Brasil.
A Igreja Católica por representar grande força política na época não ficava de fora das expedições, enviavam então os jesuítas, com a finalidade de evangelização, mais a verdade é que era a maneira mais eficaz de convencer o índio a se render, abrindo as “portas” de suas terras para a exploração.
Os Jesuítas chegam ao Brasil e com apenas quinze dias fundam uma escola para aprender ler e escrever na cidade de Salvador, aprendem o tupi que era a língua oficial dos índios, mais são proibidos pelos portugueses que temiam que esta virasse a língua oficial, nesta época três nomes são importantes Manuel da Nóbrega, José de Anchieta e Aspilcueta Navarro estes são considerados como símbolos dos Jesuítas do séculos XVI, eles utilizavam formas dinâmicas como teatro, música, poesia e diálogo em versos o que facilitava o aprendizado da moral e a religião cristã.
É muito fácil questionar os jesuítas, mais pensemos que seus propósitos sejam verdadeiros em relação a evangelização, claro que não podemos negar e é até transparente que existiam interesses políticos por parte dos governantes e até mesmo por parte do alto clero da época, mais os jesuítas acabavam sendo usados na exploração dos índios, pois aprendiam o idioma, ensinavam sua cultura, de maneira que os índios ficavam a mercê dos predadores que os escravizavam ou simplesmente dizimavam tribos inteiras.
Hoje não é muito diferente, pois muitos educadores têm feito como os jesuítas, pensam que estão sendo agentes de transformação, mais na verdade estão sendo usados pelo sistema na ação de aprisionamento, ao invés de ensinarem a maneira de se libertar os tornam presas fáceis, condenando-os a viverem como escravos ou até mesmo a morte.

Lucineia e Thalita Silva

Educação Jesuíta

Através das lentes etnocêntricas dos Europeus, é enviado ao Brasil, religiosos (padres jesuítas), para trabalhos missionários e pedagógicos; Num primeiro momento, com a finalidade de converter os índios do seu estado selvagem, facilitando assim o poder de dominação, assumindo um papel de alienação controlando a fé, a moral e a cultura dos índios. Como primeiro passo, os jesuítas precisaram aprender a língua local, o “tupi guarani”, organizando então uma gramática tupi, dominando com rapidez as crianças, que aprenderam a ler e escrever, usando também outros diversos recursos como: música, teatro, poesia, diálogos em versos, dança, etc. Os índios começaram a aprender a moral e a religião cristã, causando então um choque entre a cultura indígena X cultura européia. Havia o interesse de integrá-los ao processo de colonização, convertê-los ao cristianismo, escravizá-los. Mediante esta transformação, tribos inteiras foram segregadas de sua cultura, fragilizando-os cada vez mais através de grandes violências simbólicas, vestindo-os de outros valores, de culturas diferentes, expondo-os a outra língua, outro Deus, outra moral e até outra estética. Toda esta mutação foi dada através da força e do poder da educação.
Adriana Almeida, Rosangela Chaves e Ivonete.

A Educação Jesuítica

O Brasil, no início de sua colonização, passou por um período de 210 anos (1549-1759), sobre uma educação de base religiosa, comandada pelos jesuítas destinada a catequização dos índios. Foi um processo muito difícil tanto para os jesuítas, que tinham que implantar uma educação em uma terra estranha, para um povo de diferentes costumes, tanto para os índios que viram suas terras invadidas por homens hostis, com hábitos requintados. Desta maneira, o processo de catequização ocorreu no seu início de forma violenta, pois houve um choque entre os valores da cultura nativa e os do colonizador. Dessa forma, conforme afirma Aranha (1997):
"Os padres vestiram os índios, sugerindo que se envergonhassem da nudez, Mas também os vestiram simbolicamente de outros valores, de cultura diferente: como todo colonizador que se acha superior, impuseram-lhes outra língua, outro Deus, outra moral e até outra estética. "
De início a educação se dava na língua nativa dos índios, o tupi-guarani, na qual são elaborados textos usados na catequese. Porém com o tempo os portugueses temeram que a língua tupi predominasse o que dificultaria o processo de colonização, assim Portugal exigia o uso exclusivo do português. Portanto pode-se compreender que o processo de aculturação indígena não se deu somente pela ação dos jesuítas na sua difusão da fé cristã, mas principalmente pelos interesses do colonizador (Portugal) de garantir a sua unidade política facilitando a sua dominação sobre a colônia.
Jaqueline Mota