quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Educação Jesuítica

Os padres jesuítas foram os primeiros professores do Brasil se a abordagem recair na chamada educação formal. Durante o período de 210 anos tiveram o compromisso e a missão de impor uma “Educação” européia nos índios que aqui viviam com seus hábitos e costumes. Os jesuítas exerceram no Brasil um destacado papel, tanto na educação, como na catequese dos índios e dos colonos. Muitos chegavam a pensar na impossibilidade de conseguir algum sucesso no processo “civilizatório” dos nativos, enquanto para outros inclusive para os missionários os índios eram considerados como “folha em branco” em que poderia ser moldados da maneira que eles quisessem, convictos de que o cristianismo representava uma fé universal, empenharam na incorporação territorial e espiritual dos que ali viviam na esperança de acentuar as semelhanças e apagar as diferenças. Os jesuítas teriam errado ao tentarem “impor” sua religião, suas verdades, seu modo de vestir, seus costumes aos índios acabando assim com sua “identidade cultural”. A partir daí começam então tentar conquistar os chefes da tribo e a desmascarar o pajé, mais logo de início percebe que seria mais fácil conquistar os filhos dos indígenas, os chamados curumins, devido eles ainda não terem sofrido influência do pajé. Os jesuítas em função de obter mais conhecimento e argumentos para conseguir seus objetivos em relação aos índios, aprenderam a língua tupi-guarani e mediante isso procuraram elaborar textos para a catequese, deixando Anchieta responsável pela organização da gramática tupi. De ínicio os curumins juntamente com os filhos dos colonos aprendiam a ler e escrever, e para atrair a atenção das crianças eram utilizados vários recursos como o teatro, dança, música, poesias, diálogos em verso, enfim maneira que utilizavam para impor a moral e a religião cristã.

Gleide Cristina e Genevaldo Damacena

4 comentários:

BEL FERREIRA disse...

Apesar de acharmos que os jesuítas teriam errado ao tentarem “impor” sua religião, suas verdades, seu modo de vestir, seus costumes aos índios acabando assim com sua “identidade cultural”. Alguém já tentou viver como um índio? Ora, porque ficamos tão transtornados por essa imposição, se é dessa forma que gostamos de viver, além disso temos a disposição a cultura dos africanos tambem. O brasileiro dita como quer viver: como os europeus, ou como os africanos ou ainda como os índios. . .

Anônimo disse...

Bel querida, não é nada pessoal. Então não esquenta. Mas "civilizatório", os colegas pegaram pesado.

Anônimo disse...

Como temos dificuldade em aceitar a diferença, aquilo que ñ podemos ter controle ou quiçá dominar! Aproveitar-se da ignorância alheia, de sua inocência, da hospitalidade de alguém, da amizade, da generosidade, e por que não dizer, do amor, e inescrupulosamente, em detrimento de um enaltecer a outro. Matar, até mesmo em nome da "fé", na busca de um idealismo egoísta e doente... Esta talvez seja a mais noçiva herança que nos apossamos. Já pensaram nisso?

coodenadores disse...

Importantes questões são levantadas no texto. Parabéns!

Acredito que historicamente, a evolução do homem, no campo da ciência e da tecnologia, permitiu uma abertura em sua visão de mundo. Possibilitando a crença de que não há uma única verdade absoluta, tampouco uma só forma de ver e compreender a realidade. Logo, será sempre difícil traduzir com exatidão os sentimentos, interesses e jogo de forças contraditórias que se estabeleceram no processo de educação do Brasil recém invadido.